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Florianópolis/Santa Catarina -
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Conheci um vilarejo de pescadores, situado nesta Ilha de Santa Catarina,formado por gente simples, com usos e costumes contagiantes. O modo de falar, a culinária, a educação, enfim, tudo é muito diferente. As mulheres são belas, bem educadas eatenciosas. Os homens são pescadores, por tradição, ou professores, por vocação. Havia uma família que o pai era professor, e os seus doze filhos, também. Pessoas generosas, que traziam informações úteis da cidade grande, e as repassavam paraa comunidade. Lígia, uma das filhas, era extremamente bela, dotada deexcelentes predicados. Na flor da idade, ao desabrochar todo o explendor da juventude, foi estudar na capital. Como era de se esperar, um jovem por ela se apaixonou, pois os seus encantos eramirresistíveis. Mas o seu coração estava no vilarejo. Um pescador, que ela conheceuquandomenina. O jovem estudante, não suportou a rejeição... nunca mais foi visto. Surgiu, então um mistério. Lígia passou a ter duas sombras, quando exposta à luz solar, oua forte luminosidade. Isto a assustou. Muitos boatos correram naquela comunidade O maisconstante, era o de que a segunda sombra, representava o espírito daquele jovem. Quando Lígia se casou, com o pescador Valdir, como que por encanto, a segunda sombra desapareceu, para sempre. Oura grande coincidência,é que o jovem apaixonado, também se chamava Valdir, e tinha a mesma idade do homem com quem se casou. Atéum sinal, na orelha esquerda,ambos possuíam... Lígia, no dia do seu casamento, recebeu um lindo ramalhete de rosas vermelhas, com um cartão, felicitando-a pelo enlace, mas sem mencionar o nome do remetente. Chorou copiosamente, e guarda todas as pétalas, já secas, até hoje...
* Sinval Santos da Silveira
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